Crítica | Primeira temporada, Lúcifer

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Eae meus brother! Tudo certo? Hoje vou direto ao assunto: Lúcifer é do caralho! apesar de faltar uma emoçãozinha aqui e ali a série conquista e marca seu território nas estreias da Fox, para esse ano. A série já foi renovada para sua segunda temporada e merece sim um pouco da sua atenção. Let’s get it on!

Não vai ter introdução nenhuma aqui, se quiser saber mais sobre o começo da série indico o post de PRIMEIRAS IMPRESSÕES de Lúcifer, onde falamos um pouco sobre tudo de forma geral, apresentamos os atores e minhas expectativas para o restante da temporada.

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A primeira temporada de Lúcifer, apresenta o famigerado rei do inferno em sua forma mais carnal, como o dono da badalada boate Lux no centro de Los Angeles. Lúcifer (Tom Ellis) estava cansado de ser o rei do inferno e foge para o mundo dos humanos para digamos de passagem, viver a vida. E buscar algum entendimento sobre o porquê do seu pai (Deus) ter escolhido os humanos ao invés dele. Antes de ver Lúcifer você deve despir-se dos dogmas religiosos, afinal a série pinta e borda em cima disso e se você deixar os preconceitos de lado a experiência é infinitamente melhor.

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Logo de cara encaramos Lúcifer lidando com problemas psicológicos ligados a família, sim Deus não é intocável (é e não é, é complicado) para ele e é seu pai after all, mas ele nutre um sentimento de escárnio em relação ao seu pai já que ele abandona os humanos a seu bel-prazer não auxiliando quando é chamado. Ele acaba se tornando um cético não-cético já que a sua própria existência confirma a existência de Deus. Em meio a esses questionamentos Lúcifer tenta viver uma vida normal aproveitando todos os benefícios da vida carnal, vivento em extrema suntuosidade e lascívia, não podemos culpá-lo afinal ele é o simbolo por trás de todas essas coisas, então vive como as pessoas imaginam que ele deve viver, rodeado de pecado. #sqn

Tirando a parte melodramática da série e da relação de Lúcifer com a Chloe o que envolve boa parte do mistério da primeira temporada onde descobrimos que Lúcifer Morningstar também tem fraquezas, o restante é pura diversão. A série é uma comédia sensacional que pode agradar ou não algumas pessoas, eu adorei. Conheço um pouco do histórico do personagem de Neil Gaiman, que embala a série e ele se deu muito bem. Tom Ellis se dá muito bem no papel e é o centro das atenções em todos os episódios e até ouvimos uma piada no último momento de que Lúcifer escuta muito que deveria ser loiro, como o personagem de Gaiman. A série ainda traça um paralelo em relação ao mecanismo de compensação de Lúcifer, uma vez que ele sente prazer em ajudar as pessoas tanto quanto em puni-las.

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Anyway, o ponto mais chocante da série é a ira de Lúcifer quanto aos propósitos que foram designados para ele, pelos humanos. Aqui você deve parar e se despir do seu conhecimento, enxergue esse restante do parágrafo com outros olhos. Lúcifer fica fulo da vida toda vez que sua imagem é assimilada a de um bode e alega diversas vezes que não sabe de onde isso vem – foi uma brincadeira dos eu irmão, Amenadiel. E muito mais quando as pessoas assimilam o pecado à ele. Ele se isenta de responsabilidade e o pecado é culpa de cada um e não dele, ele não acha justo ser culpado pelos pecados dos outros e por fim ele não é um pecador, ele não está no inferno por isso, ele está lá para punir os pecadores, o que cria uma antítese monstruosa e conflitante. Deus deu/colocou/aprisionou Lúcifer no inferno para que ele punisse a Criação, já que não a compreende?

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Vish! Viu só? A série e o personagem brincam com isso durante toda a temporada o que, pra mim, foi suficiente para ter amado a série, além é claro da atuação sensacional do Ellis, que esbanja sotaque britânico, melhor que o mano de Constantine, vale lembrar que Sandman já um quadrinho Underground, onde nasce Lúcifer. O seu Spin-off de Lúcifer é mais Under ainda, então não venha falar que faltou obscuridade/darkness na série. A proposta dos títulos da Vertigo é de serem adultos. Então, compreenda que a birra religiosa não tem vez aqui. É pra pintar e bordar mesmo.

Até mais.