Crítica | The Shannara Chronicles

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Fala ae meu povo! Hoje vamos firmes de série. Não sei se vocês ficaram sabendo, não sei se tem conhecimento, mas The Shannara Chronicles chegou com tudo em Janeirão e acabou por agora, com 10 episódios e a série deu o que falar, foi sensacional e com muitas emoções. o/

The Shannara Chronicles conta a história das Quatro Terras, que são habitadas por Elfos, Humanos, Trolls e Gnomos – e um druida perdido ali no meio -, raças que estavam constantemente em conflito até que uma invasão de demônios liderados por Dagda Mor aconteceu, as raças se uniram e derrotaram o mal, que ficou aprisionado na grande árvore Ellcrys, nas terras élficas. Após o período da invasão as raças voltaram aos antigos conflitos, tendo cada terra o seu modo de governo, com os elfos protegendo a Ellcrys.

the-shannara-chronicles-critica-beconerdA série apresente esse pano de fundo com a Ellcrys começando a morrer. Para ser salva depende da integração das raças e de três jovens, Amberle (Poppy Drayton), uma princesa élfica, Will (Austin Butler), um híbrido de elfo e humano e a humana Eretria (Ivana Baquero), que partem em busca de ajuda para reestabelecer a ordem nas Quatro Terras. Além é claro, de um Druida, Allanon (Manu Bennett). Típica jornada de aventura, o que a série constrói e desenvolve bem.

Deixando de lado os mi mi mi sobre a série, agora já contextualizados, The Shannara Chronicles apresenta a jornada do herói propriamente dita, com um caminho a ser percorrido onde ele tem que superar algumas etapas para desenvolver tanto como persona como em suas habilidades, na série, ter os heróis jovens facilita muito isso, Amberle é crua da vida e não sabe nada além do que acontece nas muralhas dos elfos, então seu desenvolvimento começa assim que pisa no novo mundo, Will é rebelde e sofre uma grande perda, seu desenvolvimento é a partir do momento que fica só no mundo e Eretria, faz parte de um bando de ladrões, que eles denominam de nômades, e seu desenvolvimento começa quando conhece Will e Amberle e tem que trabalhar junto com eles pondo em prova tudo que aprendeu na vida selvagem, mas de uma forma mais nobre, agora. E sempre de lado, o Druida representa o papel do guiador – A.K.A. o experiente que manja de todos os paranauês da vida.

The Shannara Chronicles desempenha com maestria essa jornada e ainda apresenta como ambiente um mundo pós apocalíptico, onde a tecnologia está presente como artefato decorativo, já que vemos pedaços de antenas, navios, restos de aviões etc. e que a magia retorna ao seu esplendor, não só magia, mas também temos criaturas como elfos, gnomos, trolls, grifos entre outros presentes, então temos aí uma junção de distopia e alta-magia na mesma série. Além é claro de acrescentar personagens femininas fortíssimas como as nossas protagonistas Amberle e Eretria, que também são fortes nos livros.

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No fundo tenho dó do Will, porque ele sempre vai ter que escolher entre uma das duas, já que foi pego nesse triângulo amoroso sem ter como sair – e cá pra nós, a escolha é bem difícil – que é outro ponto forte da série, porque mais uma vez, lidamos com jovens que não conseguem medir a consequência dos seus atos, mas que encaram o extermínio de todas as raças das Quatro Terras. Essa inocência junta com a vontade de descobrir coisas novas, sensações novas é a dose certa que a série precisava de alívio, e sim, a relação do triângulo é sempre um dos pontos fortes dos episódios e sempre cômico porque afinal todos estão destinados a ficar juntos e concluir a missão de proteger as Quatro Terras.

Não da pra falar de The Shannara Chronicles sem falar do papel que os diretores de arte fizeram na série, transformando-a numa bela paisagem de um mundo novo, eles capricharam muito nos cenários e o CGI (Computer-generated imagery) está incrível, dando aquela complementada essencial. Todo o universo de Shannara é de tirar o fôlego, pra mim se equipara facilmente a Senhor dos Anéis que também tem seus sets de filmagens na Nova Zelândia. Sem falar em toda a composição e maquiagem que demanda não só os elfos, mas o próprio Dagda Mor e por aí vai, no site da MTV tem conteúdo sobre isso, só que inglês.

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De boa almoçando com o Dagdazinho…

A série é baseada no segundo livro da trilogia criada por Terry Brooks, lançado aqui pela editora Saída de Emergência, que agora faz parte da Editora Arqueiro, junto com o livro um e todo o seu catálogo, porém nada sobre o terceiro livro. Acredito que o primeiro contenha a origem das histórias que ouvimos falar na série. Shannara é escrito por Alfred Gough e Miles Millar mesmos nomes responsáveis por outra pérola que saiu no finalzinho do ano passado com apenas seis episódios: Into The Badlands. Os caras estão se formando em distopias aplicadas aos novos mundos.

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Particularmente, eu adorei The Shannara Chronicles porque souberam usar muito bem todos os recursos como os belos cenários, a jornada do herói, magia e o triangulo amoroso que sempre pode levar a um desastre, sem exagerar, na medida. E claro, acredito que faltava algo assim atualmente na TV, as séries de fantasia estão um saco e Shannara é muito bem vinda, ainda não temos a confirmação oficial de uma segunda temporada, porém tinha um be continued lá nos últimos segundos, espero que venha e torço por isso.

Abaixo o trailer pra vocês

Bom, é isso pessoal espero que tenham curtido e assistam a bodega ae. Claro, não teria conseguido escrever a resenha sem as informações do site Shannara Brasil, primeiro site não oficial sobre a série então, valeu galera.