Into the Badlands | Primeiras Impressões

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Fala Galera! Nada como um post fresquinho.

Estreou nesse final de semana a sensacional Into the Badlands, série foderosa de artes marciais que chegou quebrando tudo na AMC. Para saber mais sobre a série antes de ler esse review do panorama geral do primeiro episódio, você deve ir até o post Into the Badlands, dando uma chance. Coluna onde trato das séries antes da sua estreia.

A série se passa em um futuro distópico, onde a civilização foi destruída e a paz foi retomada por 7 barões. As armas de fogo foram banidas (ao que parece), e agora, cada barão possui um exército de Clippers, rapazes ou moças, treinados para matar, são as novas armas, por assim dizer. O primeiro episódio foca na relação de um desses barões, Quinn (Marton Csokas), o mais temido entre os sete, com o seu Clipper, Sunny (Daniel Wu) que já acumula centenas de mortes a serviço do seu barão. 

Into the Badlands traz o cenário pós apocalíptico clássico de uma distopia boa, você tem um agente dominador/opressor, os barões que impões o seu poder através da força bruta; os dominados, que são as pessoas que trabalham para os barões, na série, para conseguir proteção; os rebeldes/nômades, que vagam sem um propósito determinado e os que servem aos barões, os clippers, que são o símbolo da força dos barões. E claro, como não pode faltar em qualquer distopia que se preze, um sonho, ou Azca, uma cidade onde toda a realidade apresentada na série e nas terras dos barões não passa de um sonho distante.

Ainda no cenário, a série expande as suas fronteiras distópicas introduzindo um pouco de fantasia, na pele do Adolescente M.K. (Aramis Knight), que aparenta ter poderes, quando sangra, em uma das melhores sequências do episódio, numa espécie de possessão demoníaca do mestre ninja samurai das artes marciais. o/ aeeee! Além, é claro, de um clima político e de relações sociais estabelecidas, como a poligamia a que os barões tem direito e da exclusão de Deus, em um discurso do próprio barão Quinn, onde ele se denomina o Deus do seus homens, porque “não existe Deus nas terras selvagens”! Fazendo alusão a bíblia e a um Deus, que os homens acreditavam que os salvariam, mas que, no passado, quando a merda aconteceu, ele não veio para salvar ninguém.

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Os produtores cumpriram a promessa de ter pelo menos 5 minutos de ação por episódio, e as tomadas são um detalhe a parte. No primeiro episódio temos 3 sequências de luta espetaculares e muito bem coreografadas, cheias de posições de kung fu, ossos quebrando e brutalidade. Sunny encaixou perfeitamente no papel, nos primeiros minutos da série, já é possível deslumbrar o potencial de Into the Badlands, a segunda é a do M.K e a terceira é uma cena sensacional de luta de espadas que meus amigos, ficou ó… FODA.

Nesse quesito, a série me lembrou muito os filmes de Kung-Fu que tínhamos antigamente, não os do Jackie Chan, mas os do Jet-Li como Cão de Briga e Rogue, e também com o drama introduzido nas cenas, que pode ser visto em Old Boy, versão japonesa e no The Raid, sem a clássica fraqueza dos filmes, onde o objetivo é chegar em determinado lugar e para isso é preciso passar por diversos outros lugares onde a pancadaria vai comer solta, sempre. Triste semelhança com video-games onde os cenários mudam para uma nova leva de porrada.

A série compensa essa mítica falha de densidade, inserindo um drama na vida do nosso protagonista, que está enfrentando dilemas no seu ofício, mesmo sendo admirado pelo seu barão, e também, com a nítida perca de vitalidade de Quinn e dos demais barões estarem movendo-se contra ele, no episódio, temos a apresentação de uma baronesa, que recebe o nome de A Viúva (Emily Beecham), por ter matado seu marido, e tomado o controle do seu exército, ela procura por M.K. e condensa a trama, mostrando-se um personagem feminino fortíssimo e determinado.  Into the Badlands, une a graciosidade das artes marciais com o drama denso de um roteiro distópico.

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A fotografia é uma arte a parte e faz o seu papel de apresentar os contrastes do universo de Into the Badlands. Ela marca de forma categórica o universo da série mostrando trabalhadores sujos em um lindo campo de papoulas, a arena de combate e os dormitórios dos aspiras a Clippers em relação a casa provincial do barão. Tudo para suportar a trama.

Trailer de Into the Badlands:

A série ainda conta com um quadrinho digital com as origens do Sunny e do poder do Barão Quinn. É isso, contem com meu retorno após o Season Finale! Só tem 6 episódios mesmo. :/

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