Resenha | Ultraman #1, JBC

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Fala meu povo! Hoje vamos falar desse mangá sensacional, Ultraman e o motivos pelos quais você deve, sem dúvida, Lê-lo. Mas vamos cortar o papo furado e ir direto ao assunto.

Ultraman capa (4)Como todos sabem, Ultraman é um ícone no japão, tão poderoso quanto o Godzilla e não tem como separar esses dois. O estilo Tokusatsu, isso é, de filmes que utilizam efeitos especiais, de uma forma um tanto peculiar e caseira, longe do que conhecemos hoje com as CGI, nasceu no próprio Godzilla na década de 60 e dominou o japão estendendo-se para as mais variadas formas, uma delas é a do gigante de luz, o Ultraman.

Ultraman, fez parte da minha infância, então, por si só, o mangá já carrega os aromas dos bons tempos de criança, fazendo me lembrar de um dos poucos momentos que compartilhava com meu pai, dividido entre séries como Jennie é um Gênio, Jornada nas Estrelas, As aventuras de Tintin, Timão e Pumba e tantos outros.

Nocauteado por bons ares, o mangá inicia sua história com uma passagem sensacional de páginas coloridas, antes de nos mostrar Shin Hayata, o primeiro Ultraman, que conhecemos do seriado. Quer dizer, eu peguei mais do Ultra Seven e do Tiga, mas a temática é a mesma. 🙂 No seu desenrolar o mangá revela as coisas que aconteceram nesse blackout da história, uma delas é de que o Shin, casou-se e tem um filho, Shinjiro Hayata. Que tem como papel fundamental dar continuidade a trama em uma nova roupagem.

Ultraman shinjiro (1)Já andei lendo por aí que essa “nova cara” que deram ao clássico e amado Ultraman, pode descaracterizar a obra e tal blá-blá-blá, esse assunto me deixou Bo-la-do, porque afinal, essa “descaracterização” foi a coisa que mais curti no mangá, porque, sinceramente, eu não pagaria pela bizarrice que é um Tokusatsu. Esse novo conceito mais tecnológico e avançado deu uma nova cara pro ultra, tornou-o em um legítimo Badass. E sim, mesmo em uma escala reduzida “por enquanto” a destruição ainda é magnânima. Igual os prédios de isopor que explodiam no seriado.

O mangá está lindo, o papel me agradou, a arte é bem simples no que diz respeito a cenários, mas os personagens são bem detalhados e trabalhados, as sequências de ação são de tirar o fôlego e quase não possuem elementos textuais, só a porrada mesmo, do jeito que a gente gosta. Minha única ressalva mesmo é o formato, não sou fã desses formatos menores como Zetman ou Kill la Kill, prefiro mangás no formato de Yuyu Hakusho ou The Seven Deadly Sins.

E pra fechar, o mangá apresenta toda sua ficção científica nas habilidades do Shinjiro, que torna-se o novo Ultra, mesmo sem entender direito qual é o seu papel e de uma forma a ser o contraponto de seu pai. Espero encontrar nas páginas dessa história toda uma irresponsabilidade juvenil característica dos jovens da nossa época. Nada melhor do que dizer que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Também fiz um vídeo sobre o mangá, se quiserem é só dar o play. 🙂

E é isso aí! Ultraman, de Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi é publicado pela Editora JBC, tem distribuição nacional; periodicidade bimestral; classificação de 14 anos, preço de R$ 14,90 e formato 12x18cm.