Crítica | Minions, quando os coadjuvantes roubam a cena

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Banaaaana!
E assim começamos a crítica dos amarelinhos mais queridos do momento.

Minions (2015), retrata a dura vida dos capangas mais queridos do filme Meu Malvado Favorito, antes deles encontrarem o Gru. Reza a lenda de que eles vagavam sozinhos na sopa nutritiva que era a Terra nos primórdios do seu desenvolvimento, não vou dizer criação, porque a premissa do filme segue as leis da Biogênese. Deixando esse papo de escola de lado, o filme apresenta os Minions, atrás de um novo vilão para seguir, porque essa é a única razão deles existirem, para tal, aproveitam, os personagens que mais tivemos contato no filme do Gru, Kevin, Stuart e Bob.

Cada um dos Minions possui uma personalidade distinta que reflete estereótipos atuais, como o extinto aventureiro e protetor do Kevin; a inocência, bravura e curiosidade do Bob e o galã e engraçado, Stuart. Essa fórmula se perpetua por décadas no cinema e em Minions é somada as trapalhadas dos três em suas aventuras para encontrar um novo super vilão para seguir, ou vilã, que para diminuir as tensões sociais dos filmes machistas, coloca como centro das atenções uma super vilã, que tem seguidores pelo mundo e não perde para nenhum marmanjo. Estamos falando de Scarlett Overkill, porém, a vilã é ofuscada por seu marido Herb, que é muito mais carismático do que ela.

Outro ponto positivo do filme, é o fato dos Minions, serem globais, eles falam diversos idiomas durante o filme, como hebraíco “Mazal Tov”, inglês “Bye” e o bonito “Tó para tu” entre tantos outros, que só é possível graças ao carisma contagiante deles que gera sentimentos bons. Tenho a leve impressão de que a Universal junto com a Illumination Entertainment (companhias por trás do longa) tem perdido o tato para as animações, salvo o longa Meu Malvado Favorito. Mas em Minions, faltou um Tchan, um motivo a mais para o filme, sabem aquela coisa de moral da história? Ficar repetindo a moral da amizade é chato, temos isso em outros longos. Minions deveria ter se reinventado, é divertido de fato, como toda a animação, mas faltou a mágica que faz uma animação ser inesquecível. Em nenhum momento os Minions, de fato, estão em perigo para gerarem uma angústia nos telespectadores. Parece que a única coisa em que investiram foi no Marketing por trás do filme, querendo conquistar as crianças pelo apelo material que os Minions propõem e não pelo sentimento que transmitem ou poderiam transmitir.

Quando digo que investiram demasiadamente no marketing, quero dizer que saturaram o mundo com os amarelinhos, o McDonalds tem seus Minions de brindes, todos os cinemas têm promoção do Balde “sem utilidade” de pipoca e a internet e a TV foram bombardeadas com os trailers e comerciais. Quem está ligado nesses canais, vai notar que o começo inteiro do filme, a introdução do filme, salvo os créditos iniciais, não tem um nada de novidades, é literalmente igual o trailer, só que narrado. Chega a ser tedioso, o que já desencanta o espectador logo de cara. Aí você vê tanto Minions por aí, que acaba pegando raiva dos amarelinhos.

Minions, faz parte do clássico efeito dos coadjuvantes que roubaram a cena, mas para quê?

Sou um fã incondicional de animações, desde cotoco até os dias atuais, sempre me emocionei mais em sessões de animação do que em live actions. Quer me ver chorar, é passar a Lenda dos Guardiões, Como Treinar seu Dragão – Para, o moleque perde a perna, spoiler… -… Acredito que Minions, poderia ter ido muito além do “precisamos de um novo chefe”, porque desse modo ficou mais parecendo uma comédia sem sentido, que diverte, mas não encanta. E pra mim, animação que não encanta fica esquecida no fundo da gaveta.

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