Crítica | Mad Max: Estrada da Furia, o bagulho é louco

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Fellas, pensa em um filme insano? você achou.

Mad Max: Estrada da fúria, traz toda a nostalgia dos filmes anteriores, só que com muito mais barulho, explosões e insanidades. Houve a troca do personagem principal, Max Rockatansky, que nos três primeiros filmes é interpretado pelo Mel Gibson e que nesse, foi assumido pelo, Tom “cof! Bronson cof! Bane” Hardy. Logo, aquelas diversas aparições de crianças lembrando o Max, de seu passado são das suas filhas, que são mortas por uma gangue de motoqueiros no primeiro longa. E também, é o motivo pelo qual ele é chamado de Mad Max, Mad, do inglês, maluco.

Neste filme, já pegamos um personagem, pronto, porque o Max construiu sua reputação “Mad” nos outros filmes, assim como o John McClane do Bruce Willis da sequência Duro de Matar, Mad Max, é extremamente duro na queda, um original badass. Tão duro na queda que sobrevive a explosões de carros em altíssima velocidade, como se pulasse do último degrau da escada. Mas isso não é tão importante.

O barato do filme, é a insanidade. Temos máquina tunadas de uma forma monstruosa e vilões deformados, saídos dos livros da Mary Shelley, com feições horrendas, membros deformados e extremamente nojentos. Seguindo esses passos, caminha o elenco, não feio, mas sujo, o filme inteiro passa uma visão de que o mundo está seco e que só existe areia por todos os lados, o único cenário é o deserto. Isso remete ao universo do filme, uma trama pós apocalíptica, onde a água e a gasolina tornaram-se itens de extremo valor, capazes de controlar civilizações.

Eu sou fã de filmes de ação desde pequenininho, não qualquer ação, aquela ação que é do começo ao fim, filmes de luta como The Raid (2011), Cão de briga (2005), Old Boy (2003), entre outros, onde o personagem, transita de lugar em lugar apenas para bater nos inimigos, em uma viagem de redenção ou vingança é o meu tipo favorito. Mad Max: Estrada da Fúria é assim, eletrizante.

O filme junta elementos bizarros, como um comboio sendo levado por música Heavy Metal ao vivo com percussão pesada e acrobacias. A trilha sonora é um Show a parte, extremamente alta, às vezes, insuportável – ou o som do cinema que estava alto demais -, mas capaz de controlar as emoções dos telespectadores, transbordando a intensidade e a sutileza das cenas. Somando, ainda, nesse emaranhado de coisas boas, está a química dos nosso principais, Tom Hardy e Charlize Theron, que mostram dois personagens que se completam. Mas de certo modo, Max não é a única estrela do filme, a trama secundária que envolve a Furiosa (Theron) e Nux (Nicholas Hoult). A da Furiosa, nem é assim tão especial, é mais utópica. Já a do Hoult é sublime, o personagem cresce exponencialmente durante o filme e recebe com louvor a sua coroa. Testemunhem!

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