Crítica | Demolidor, Marvel na Netflix

Compartilhe

Demorou, mas chegou a hora! Todos sabem que a Netflix é embaçada, lança uma série  nova e pá! 13 episódios numa lapada só pra você assistir, em época de caça as séries, onde a Season Finale corre solta e as séries vão se esvaindo durante o mês, vish. Divaguei demais.

Daredevil, ou nosso querido Demolidor, chegou na Netflix, não apenas para ser mais uma série, mas sim para trazer a tona toda a obscuridade do universo HQ da Marvel, a série é pancada atrás de pancada, já vem carregada com dilemas de heróis vs. vilão, heróis vs. vigilante, ID vs. alter ego – nuss, que chique a psicologia de butique – e assim vai. Murdock vem lotado até a boca de traumas, que são apresentados aos poucos para o telespectador, com um grande clímax no final, “esta é a minha cidade.”

Heróis de um modo geral, são seres In Loco, que não cortam o cordão umbilical das suas origens, isso em qualquer universo. Vide Batman e Gotham, Arrow e Starling City, Flash e Central City, Super-Homem e Smallville/Petropólis, Homem-Aranha, Homem de Ferro e uma porrada de outros personagens da Marvel/DC que atuam em Nova Iorque e assim caminha a necessidade de possuir um lar, por outro lado essas coexistências em ambientes distintos é o que torna a existência de tantos super heróis possíveis, e mais, o que torna a necessidade de um time para enfrentar um poder maior, quanto este surge, inevitável, afinal todos amam seus lares, que estão em iminente risco.

Demolidor é a pedra fundamental dessa empreitada, lembrando que estamos esperando, Punhos de Aço, Jessica Jones e Luke Cage, que segundo a Netflix, vão ser os primeiros integrantes da equipe dos Defensores, fechando o ciclo das primeiras cinco séries de personagens que a Marvel separou, sendo que já existem rumores do Justiceiro chegando em uma “fase 2” da Marvel nas telinhas do streaming.

Mas voltando para a série. Demolidor traz toda a bagagem necessária para se criar uma boa série de herói com um herói bem construído, temos o seu melhor amigo, Foggy Nelson que representa uma das suas principais relações com o mundo normal, temos o seu mentor, Stick, que representa seu elo com o mundo obscuro das escolhas, onde a função o que você quer ser e o que você pretende ser, dependem exclusivamente do que você está disposto a sacrificar, funcionando a todo vapor, temos belas garotas, crime organizado, um repórter e, não obstante, temos um excepcional vilão.

Da mesma forma que heróis precisam proteger algo, uma das mais belas formações, personalidade que se pode esperar de um vilão é quando ele possui uma visão deturpada de que o que está fazendo é o certo. Wilson Fisk, é obscuro, distante, sensível, inteligente e insano, completamente insano. Ele é repleto de valores e respeita seus adversários, porém perde o controle com frequência, o que o torna instável e imprevisível, pronto, vilão perfeito.

Demolidor, ainda traz a importância do herói de se criar um símbolo, um ícone. Que não vou entrar em detalhes já que é o ponto mais alto da série. Mas tenha em mente que você vai ver o que espera ver.

Antes de encerrar, quero falar de mais duas coisas. A primeira é que todos os episódios possuem uma sequência de cenas de luta alucinante, com porrada pra tudo quanto é lado e várias acrobacias, isso quando o Murdock não encarna o David Belle e manda bem no Parkour pela cidade; a segunda, é que esteja preparado para chorar pelos personagens, isso também faz parte dessa nova fase da Marvel, a morte é uma figura constante durante a série, não apenas diretamente, quando alguém morre, propriamente falando, mas pelas coxias, moldando os personagens e o que o telespectador espera ou sente em relação à eles.

Bom, fui. Agora é hora de ver a terceira temporada de House of Cards, essa Netflix não para.

Leia mais Críticas